Nos dias 15 e 16 de maio, o Museu Major Novaes, em Cruzeiro-SP, promoveu uma programação especial para a 23ª Semana Nacional de Museus, iniciativa do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), que neste ano teve como tema “O futuro dos museus em comunidades em rápida transformação”.
O evento propôs uma reflexão sobre o papel das instituições museológicas diante das urgências e transformações que marcam o tempo presente. Em Cruzeiro, o museu se consolidou como espaço de escuta, memória e diálogo com a cidade e seus múltiplos sujeitos.
A abertura oficial aconteceu no dia 15 e contou com a presença da diretora do museu, Karina Moraes; da diretora de Planejamento da Secretaria Municipal de Cultura, historiadora Cláudia Ribeiro; e do secretário de Cultura, Patrick Ribeiro, que destacaram a importância do museu como instrumento de transformação social e democratização do acesso à cultura. A noite seguiu com a performance “Sementes do Amanhã”, da Companhia Corpore Sano Estúdio Artístico, que emocionou o público ao abordar, por meio da linguagem do corpo, os desafios e as possibilidades de futuros possíveis. Foi exibido, ainda, o documentário “Boca de Rua – Vozes de uma Gente Invisível”, seguido de um bate-papo sensível e potente sobre o resgate da memória de comunidades marginalizadas, com mediação de Nicolas Jerônimo e participação de Bruno César, Dayene Cunha e Mário Caetano.
No segundo dia, 16 de maio, o museu se abriu à participação da juventude em uma dinâmica de criação coletiva, que convidou jovens a reimaginar o espaço museal como lugar de pertencimento, inovação e convivência. O debate “Museus para quem? Juventude e democratização cultural” reuniu a comunidade cruzeirense para discutir o papel dos museus na inclusão de jovens e na ampliação do acesso à cultura. Encerrando a programação, o público foi presenteado com o sarau “A periferia que ressignifica o passado que pulsa no presente”, com apresentações de rap e slam de jovens artistas cruzeirenses.
A participação do Museu Major Novaes na 23ª Semana Nacional de Museus reafirmou seu compromisso com uma cultura viva, plural e em movimento — um museu que cuida da memória, mas que também sonha e constrói futuros com sua comunidade.








