Durante os meses mais secos do ano, é comum o aumento de focos de incêndio, tanto em áreas rurais quanto urbanas. Diante disso, a Prefeitura de Cruzeiro, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, reforça a necessidade de adotar práticas preventivas para evitar prejuízos à natureza, à saúde pública e ao patrimônio.
No campo, uma das principais formas de prevenção é a criação de aceiros — faixas livres de vegetação que impedem o alastramento do fogo.
A abertura e a manutenção desses aceiros devem ser realizadas nas divisas com matas nativas, áreas de proteção ambiental, reservas legais, margens de estradas e rodovias, além de locais próximos ao perímetro urbano, plantações e benfeitorias.
De acordo com normas ambientais, a largura mínima recomendada é de seis metros nas áreas próximas a vegetações protegidas e terrenos vizinhos. Já nas partes internas das propriedades, a largura dos aceiros deve ter, no mínimo, três metros, podendo ser maior conforme o tipo de vegetação, relevo, clima e acúmulo de material inflamável.
Além de reduzir os riscos de incêndio, os aceiros ajudam a proteger lavouras, pastagens, cercas, casas e demais estruturas. A adoção dessa prática também pode ser considerada na avaliação de sanções por infrações ambientais.
Na zona urbana, queimar lixo ou vegetação para “limpeza” de terrenos também é proibida. Em Cruzeiro, a Lei Municipal nº 4.332/2014 estabelece multa, que pode chegar à R$ 925,50 para quem praticar o ato.
Todo tipo de queimada, além de ilegal, provoca danos à fauna e flora, poluição do ar, incômodo à vizinhança, risco de incêndios e problemas respiratórios, especialmente em crianças, idosos e pessoas com comorbidades.
As queimadas, independentemente do local, comprometem a qualidade ambiental e geram riscos à vida, ao bem-estar das pessoas e à segurança das propriedades.
A Prefeitura de Cruzeiro pede a colaboração de todos os cidadãos para que contribuam na prevenção de incêndios e atuem em conjunto pela preservação ambiental e pela saúde da população.



